Estava há um tempinho sem escrever algo meu aqui mas é que só gosto de escrever quando acontece algo
ou quando tenho algum pensamento que fica me 'coçando', incomodando, rola aquela vontade de pôr pra fora
me expressar e compartilhar; foi o que aconteceu depois de ontem.
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Hoje aconteceu algo que me causou certo incômodo mas ao mesmo tempo achei engraçado.
Uma pessoa fez um comentário, demonstrando certo encanto com meu, segundo ela, ''jeito louco''.
'Jeito louco.' Foi essa impressão que eu causei nessa pessoa.
Isso me fez pensar sobre os julgamentos que fazemos o tempo todo; é automático, faz parte da natureza humana.
A psicologia da gestalt e também a neurologia explica isso como uma função psíquica que acontece no lobo frontal¹
mais especificamente no córtex pré-frontal;
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Fazemos julgamentos porque temos necessidade de compreender as coisas para saber como lidar com elas e
que tipo de expectativas podemos ter... são julgamentos prévios, mais conhecidos como pré-conceitos.
Quer um exemplo?
Acabamos de conhecer uma pessoa e nos momentos que você esteve com essa pessoa, você vê essa pessoa irritadiça e reagindo de forma agressiva. Nesse momento, involuntáriamente, pah.. vc criou uma imagem, uma impressão a respeito daquela pessoa.. por meio de julgamentos, só que ele sendo superficial, ele ainda é um pré-conceito.
A partir desse julgamento, você já sabe como lidar com essa pessoa e o que esperar dela. Pra você, ela é uma pessoa de pavio curto, impaciente, então para um bom relacionamento. Você procurará ser cuidadoso e ter uma dose extra de paciência com essa pessoa e esperar uma reação passional e negativa dela quanto as coisas, pessoas, situações que vão contra ela, contra suas vontades. Tempos depois, você reencontra essa pessoa, e ela é super agradável, atenciosa, amável, calma. Você comenta que ela está diferente. E aí, ela diz que está bem e se desculpa por qualquer incômodo ou má impressão que possa ter causado e se justifica revelando que antes estava passando por problemas e que acabou chegando a um ponto de prejudicar seu relacionamento inter-pessoal por estar tão a flor da pele, e que acabava involuntariamente descontando sua raiva, frustração e tristeza em outras pessoas.
Sabe, isso acontece o tempo todo, como eu disse, é uma função psíquica para compreensão das coisas para que possamos interagir.
Imagina, seria muito cansativo pro cérebro sempre, a cada situação ou pessoa ele ter que trabalhar as impressões de forma não superficial; ter o 'julgamento profundo' ligado no modo on o tempo todo, cientificamente falando, isso causaria desgaste psicológico, tipo uma 'pane cerebral'.
Um emprego desse 'atalho psíquico' de forma mais ampla, no meio social, nos grupos são os estereótipos.
Estereótipo é um fixo, uma crença comum, idéia ou a imagem de grupos sociais específicos, ou tipos de indivíduos.
Baseia-se na padronização e generalização de alguns observados ou imaginados traços de comportamento ou aparência.
Estereótipo, geralmente, reflete a percepção de certos grupos de pessoas têm sobre os outros, que são diferentes deles.
E os estereótipos podem ser considerados POSITIVOS ou NEGATIVOS.
Exemplo de estereótipos positivos podem ser "os homens negros são bons no basquete", e um estereótipo negativo pode ser "as mulheres são maus condutores". Mas a maioria dos estereótipos destinam-se a fazer a pessoa sentir-se superior, de alguma forma para a pessoa ou grupo que está sendo estereotipada. Estereótipos desconsiderar as especificidades das pessoas generalizando e, assim, padronizar as características de todos os membros de um grupo E ISSO NÃO É LEGAL.
O uso dos estereótipos nos segue a vida toda, mas eu acho que isso é vivido de forma mais intensa na adolescência
que é quando começamos a expandir nosso convívio social, saímos do núcleo familiar e procuramos grupinhos
nos enturmamos com aquele amigos que possuem características em comum para nos relacionar.
Na minha adolescência eu fazia parte do grupo dos rockeiros rs. Isso me rendeu certos apelidos vindos do meu pai, como por exemplo 'gata rockeira' (ok, podem rir) e certas preocupações referentes a isso também. Ele odiava as minhas roupas pretas, dizia que atraía más energias só se vestir de preto e eles se preocupavam se eu e meus amigos usávamos drogas.
E isso por quê? Esse é um exemplo do uso de um estereótipo. Para a sociedade rockeiros são anarquistas,
satanistas, arruaceiros, drogados.. e outros tantos elogios. Não são vistos com bons olhos.
Isso acontece quando as atitudes de certos indivíduos tornam-se referências como atitudes de um grupo.
Hoje em dia, os emos que digam. São tachados como no mínimo bissexuais, pessoas sensíveis, pra não se dizer choronas e etc.
Ah cara, isso sempre foi assim, sempre será.
O julgamento não é o problema, o problema é como lidamos com o pré-conceito.
O pré-conceito é o julgamento acerca de algo que ainda não conhecemos muito bém.
O problema é absorvesmos esse pré-conceito como conceito, como julgamento sem conhecimento dos fatos, sem conhecimento apronfundado do objeto observado.
Só temos que ter cuidado em não sermos limitados, cabeças-duras, cegos PRÉ-CONCEITUOSOS.
Sabe aquilo de 'a primeira impressão é a que fica' ? Não tem que ser assim.
A Megan uma vez me disse algo em relação a isso que é muito certo..
Se fosse a primeira impressão a ficar, então Deus teria a impressão de nós é que somos todos bons, afinal, a primeira impressão que Ele teve foi de nós bebês, não é mesmo?
A nível pessoal, voltando ao que me aconteceu.
A impressão que eu causei, de 'louca'.
Cara, eu ri nessa hora e pensei ''essa pessoa não tem idéia de como eu sou.''
Quem não gosta de se divertir?
Diversão é um conceito totalmente pessoal.
Diversão é um conceito totalmente pessoal.
O que pode ser divertirdo pra mim pode ser um porre pra você.
Adoro sair com meus amigos,
Adoro dançar, beber, rir. Adoro uma balada, um barzinho pra
uma boa conversa ou pra jogar conversa fora mesmo. Adoro uma social.
Adoro estar na companhia das pessoas e estar rolando uma música.
Adoro ficar à toa com as pessoas que gosto.
Se for pra sair, opa, topo na hora, sou dessas que não tem tempo ruim
aquilo de 'não importa o lugar, mas sim a companhia' funciona muito pra mim.
E estou com as pessoas que eu gosto, nossa, tá ótimo. o/
Eu era muito retraída sabe, muito mais tímida, me importava demais com a imagem que eu passava,
deixava de fazer o que eu queria fazer, deixava de falar o que queria falar.
Há menos de dois anos, após o término de um namoro e principalmente após a minha saída da casa dos meus pais
eu me tornei uma pessoa muito mais sociável e aumentaram as oportunidades de fazer e falar as coisas que eu queria.
Coloquei em prática certas coisas, certos desejos, tive as experiências que queria ter.
Sou muito disso, experiências. Tenho em mente, e me cobro não viver a minha vida como se fosse um rascunho.
Então, nesse meio tempo, após esses acontecimentos, essas mudanças signficativas...
as pessoas que não me conheceram antes dizem 'nossa, como você mudou'
os meus amigos, que eu conto numa mão só (eu sou muito, muito, muito chata em relação a AMIZADE)
que são pessoas que realmente me conhecem, são dignos desse título, AMIGOS.. dizem "hoje em dia você pode dar aloka na balada, mas você continua sendo a Celle, e eu te entendo.'
As pessoas que me conhecem hoje, acham que eu sou louca e não quero nada com a vida e nem com ninguém. hahaha'
Isso realmente me faz rir.
Rir do tal pré-conceito que estamos discutindo desde o início.
O meu modus operandi é de uma menina bobona.
Sensível, romântica, aventureira, com valores, de uma admiração incrível pelo pai, com extrema necessidade
de compreensão das coisas, de menina com o coração ferido mas que mesmo assim ainda acredita em amor, mas tendo aprendido a ser muito mais cautelosa e realista.
Só quem me conhece sabe e entende o porquê das minhas atitudes, conhece meus pensamentos...
Então, não é porquê eu adoro uma balada, bebida, qualquer oportunidade de me divertir com as pessoas que eu gosto, que eu não namore há tempos, que eu não tenha ning com quem me preocupar ou dar satisfação..
que significa que eu seja uma imoral, inconsequente, ou como diria muito bem nossa querida Shakira, 'loca'.
Se for pra conversar, vamos conversar.
Se for pra beber, vamos beber.
Dançar? 'Tamo' lá.
Quer dar uma volta? Vamos caminhar por alí e bater um papo.
Apaixonada, namorando? Ok, vamos respeitar e pensar que
somos responsáveis por um relacionamento amoroso.
Nem tudo o que parece, é /fikadika
Ainda sou a Celle bobona, eu estou apenas agindo de acordo com as circunstâncias.
¹ - A parte da frente do lobo frontal, o córtex pré-frontal, tem que ver com estratégia: decidir que sequências de movimento activar e em que ordem e avaliar o seu resultado. As suas funções parecem incluir o pensamento abstracto e criativo, a fluência do pensamento e da linguagem, respostas afectivas e capacidade para ligações emocionais, julgamento social, vontade e determinação para acção e atenção selectiva.
² - Modus operandi é uma expressão em latim que significa "modo de operação", utilizada para designar uma maneira de agir, operar ou executar uma atividade seguindo sempre os mesmos procedimentos.
Em administração de empresas, modus operandi designa a maneira de realizar determinada tarefa segundo um padrão pré-estabelecido que dita as maneiras de como agir em determinados processos.
No caso dos assassinos em série, o mesmo modo é usado para matar as vítimas: este modo identifica o criminoso como o mesmo autor de vários outros crimes.

Um comentário:
Cara, que FODA! Boleeei ! *----*'
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