meu peito aperta ao me lembrar da noite passada.
seus olhos me fitavam quando achava que eu não percebia,
mas eu estava atenta a tudo, a cada movimento seu,
fazia esforço para disfarçar a inquietação, e as minhas mãos frias e trêmulas.
quando tomamos esse caminho?como viemos parar aqui?
eu não notei em qual esquina nos perdemos
e o porquê de permanecermos nesse desencontro.
você não quer voltar pra casa?
que tal perdemos o dia na cama?
o lençol ainda tem a forma do seu corpo marcada
mas o seu calor não está mais alí.
como é difícil dormir sem você para me aninhar.
como sinto a falta do seu sorriso bobo ao acordar,
esse sorriso fácil, maroto, que me ganha.
lembra quando me pedia para nunca partir?
seus olhos clamavam, desesperados.
que imaginação a sua
que medo boboeu nunca seria capaz de te abandonar,
eu jamais desejaria isso.
agora, esse pedido não faz sentido
nada mais faz sentido
porquê foi você quem partiu
simplesmente foi, e nada disse.
qual rua você cruzou?
tomou algum atalho?
se perdeu no labirinto de prédios dessa cidade?
por onde anda você?
a porta dos fundos continua aberta,
mas posso até fechá-la se eu quiser
você sempre saberá onde estarão as chaves,
e que eu estarei esperando por você.
as vezes certas histórias tomam rumos inesperados, indesejados..
mas mesmo assim, não devemos deixarde sentir,
de nos permitir viver e escrever novas e belas histórias

Um comentário:
=~~
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